Não me recordo do trajeto e nem de quantos sinais de trânsito furei, ultrapassagens,ou ruas em que dirigi na contra mão, só me recordo dos fatos que aconteceram após a retirada da Dai de dentro do carro...
As atendentes pediam os dados da minha esposa, e eu ía passando conforme lembrava, eram tantos papéis... Ela tínha plano de saúde pelo trabalho, esta nem era minha preocupação, mas estava tão atônito e com tanta adrenalina naquele momento após todo o tiroteio: Minha esposa grávida alvejada, discussão com policial e direção perigosa até o hospital, que naquela hora pela primeira vez na vida após a alfabetização, não conseguia assinar meu nome nos documentos! Não lembrava de números, endereços, nada! Nunca havia experimentado aquela droga de sentimento! Naquele dia eu apenas queria levar minha esposa ao trabalho em paz e voltar pra casa para descansar!
Confesso que naquele momento a minha preocupação com a vida dela era maior do quê pelo bebê. Dói meu coração ao dizer isso hoje, mas o meu maior amor ali, era ela...
Chegou no hospital a viatura da polícia militar. Foram feitas diversas perguntas! Estavam muito preocupados, creio que havia dúvidas sobre de quem partiu o tiro, porém, não queria problemas com a polícia...
A doutora que conduzia o caso da Daiane me chamou para dar a prévia do diagnóstico. Um dignóstico ruim que foi esclarecido por mim.
No próximo post...
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