domingo, 25 de novembro de 2018

5 - Emergência

Em alta velocidade ele dirigia em direção ao hospital público mais próximo que lembramos, mas ao chegar lá, estava desativado! Era um hospital  público que naquele momento meu esposo acreditava ser o mais indicado, uma vez que a todo momento os médicos destes hospitais lidam com isso no Rio.

O Rio de janeiro é uma das cidades mais violentas do Brasil, e naquele ano de 2015, a escalada das estatísticas negativas estavam subindo de forma alarmante, assim como na data em que escrevo este artigo, estamos pior ainda.

Partimos para um hospital particular naquela área, era o que tínhamos em mente. Ao chegar em frente à entrada de emergência, meu esposo largou o carro no meio da rua, abriu as portas do hospital gritando! "Minha esposa está baleada, e grávida, me ajudem por favor!".

Não enxergava nada nitidamente, mas vi um borrão abóbora vindo em minha direção e me colocando em uma cadeira de rodas! Era um enfermeiro ou maqueiro, não sei, grande, com uniforme abóbora.

As coisas foram acontecendo muito rápido, eram acessos sendo colocados em meus braços, tomografia, raspagem na cabeça!

PAF - Traumatismo cranioencefálico por projétil de arma de fogo!

No próximo post, seguem as palavras de meu marido, muitas coisas ainda aconteciam lá fora. Naquele momento para a equipe médica, a vida do meu bebê estava em segundo plano.


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